LIVRO; 21 DIAS NA VIDA DE UM LIDER DE CÉLULA
1 –CONSAGRAÇÃO E EDIFICAÇÃO
É possível sermos líderes
sem consagração ou com uma consagração parcial. O problema é que não temos
os resultados de vida e frutificação. Não basta fazer um trabalho, Deus quer
que sejamos consagrados ao Seu mover.
Isso não significa deixar de
trabalhar, abandonar a família ou algo parecido. Significa que, quando houver
um conflito, a obra de Deus terá prioridade.
No texto que lemos em Ageu,
a pergunta de Deus é clara: "É tempo de habitardes vós em casas
apaineladas, enquanto esta casa permanece em ruínas?" A Casa de Deus
hoje não é um prédio, mas é a reunião dos seus filhos. Quando desprezamos a
Casa de Deus colhemos alguns resultados. Esse é o retrato, descrito pelo
profeta Ageu, de uma liderança que ama mais a própria casa do que a Casa de
Deus.
1. Semeamos muito e colhemos
pouco
Ageu diz: "Tendes
semeado muito e recolhido pouco; e o que recebe salário, recebe-o para pô-lo
num saquitel furado". Tudo isso acontece com os que não se importam
com a Casa de Deus.
Há um senso de frustração
pelo trabalho feito com pouco ou nenhum resultado. Parece que nos desgastamos
muito e não vemos prosperidade alguma. O nosso salário parece ter sido colocado
em um bolso furado.
Por outro lado, Deus abençoa
sempre aqueles que possuem encargo pela Sua Casa. Baseado nesse texto, posso
afirmar que líderes de célula consagrados sempre prosperam. E isso é um
paradoxo. Eles abrem mão do dinheiro para fazer a obra de Deus, mas, como
resultado, eles recebem muito mais do que haviam renunciado.
2. Comemos, mas não nos
fartamos
Uma das características mais
perceptíveis de algumas igrejas é a insatisfação quase generalizada dos
membros. Não se sentem alimentados e nem supridos. Porque o Senhor diz que,
onde não há consagração à Casa de Deus, as pessoas até comem, mas nunca se
sentem satisfeitas. Ageu diz: "Vocês comem, mas não chega para se
fartarem; bebem, mas não dá para se saciarem; vestem-se, mas ninguém se
aquece".
A bênção de Deus está no Seu
propósito. Quando nos consagramos a esse propósito eterno, desfrutamos daquela
santa sensação de plenitude e contentamento. O propósito de Deus é ter a Sua
Igreja. Se você se consagrar para cooperar com Deus nesse santo desígnio, você
experimentará incompreensão e até perseguição de homens, mas terá sempre a
confirmação do céu. A confirmação e o selo de Deus trazem a sensação de
satisfação interior.
3. Não temos a chuva e nem o
orvalho do céu
O profeta Ageu foi claro
quando disse: "Que os céus sobre vós retêm o seu orvalho, e a terra, os
seus frutos por causa da minha casa, que permanece em ruínas, ao passo que cada
um de vós corre por causa de sua própria casa". Líderes consagrados
têm sempre o refrigério do orvalho de Deus sobre eles.
No livro de Êxodo, lemos que
o maná vinha com o orvalho do céu (Êx 16.14). Sabemos que o maná era apenas um
símbolo da Palavra viva do Senhor (Dt 8.3). O orvalho nos fala do refrigério e
do pão do céu. A Palavra de Deus nos é fartamente liberada quando há
consagração à Casa de Deus.
Sei de pastores que acordam
aos domingos cheios de angústia porque nunca têm uma palavra fresca para
liberar à igreja. Há líderes de célula que vivem em uma grande sequidão. Por
que isso acontece? Deus tem retido o orvalho do céu que traz o maná, porque não
há consagração à Sua Casa. Há líderes que dirigem cultos, mas não preenchem o
que resta das aflições de Cristo a favor do Seu Corpo, que é a Igreja" (Cl
1.24).
Se o Senhor era zeloso com a
Sua Casa no Velho Testamento, imagine hoje! Mas a maioria das pessoas reputa a
Igreja, a Casa de Deus, como nada e até desprezam a sua edificação. Sabemos que
nem todos estão aqui para serem edificadores, mas os líderes de célula são
cooperadores fundamentais nessa obra e a consagração de cada um liberará sobre
nossos grupos o orvalho do céu.
4. Não colhemos frutos
O Senhor é muito claro no
texto de Ageu: "A terra retém os seus frutos por causa da minha casa,
que permanece em ruínas, enquanto cada um de vós corre por causa de sua própria
casa". Aqui descobrimos um dos grandes segredos da frutificação. Se a
condição da Casa de Deus hoje provoca em nós zelos, então a terra liberará os
seus frutos (Jo 2.17). Lembre-se sempre que a Casa de Deus não é um prédio de
reunião que muitos chamam de templo, a Casa de Deus hoje somos nós. Edificar a
Casa de Deus é edificar a Sua Igreja, os irmãos.
O segredo da multiplicação e
do crescimento é a consagração. Líderes consagrados multiplicam suas células.
Pastores consagrados levam suas igrejas a avançar. Isso acontece simplesmente
porque aquele que se consagra não mede esforços, não conta o tempo de trabalho
e nem se limita como instrumento nas mãos de Deus. Ele sabe que a consagração
pode implicar em sacrifício. Líderes verdadeiros sabem que eles somente
colherão vidas se eles próprios colocarem a própria vida no altar da
consagração.
Fico pensando no dia do
Tribunal de Cristo quando todos os crentes deverão comparecer. O que dirão
aqueles que nunca se consagraram? Eles dirão ao Senhor como sua casa foi bem
cuidada e como seus filhos cresceram como boas pessoas. Mas o Senhor certamente
lhes responderá: "Parabéns pela sua casa, mas e a Minha Casa, o que você
fez por ela?" A nossa casa é temporária, mas a Casa do Senhor é eterna.
Ouvi contar a história de um
missionário americano do início do século XX. Depois de casado, ele respondeu a
um chamado de Deus de ir para a África, mas decidiu ir antes de sua família
para preparar uma casa. No entanto, de uma forma inesperada, ele morreu de
malária depois de seis meses. Sua esposa e o seu filho sofreram todo tipo de
privação e dificuldade depois da morte dele.
Quando o filho do
missionário cresceu, todos imaginavam que ele seria alguém revoltado com a obra
de Deus porque seu pai havia abandonado a ele e sua mãe por causa de sua
consagração. Mas qual não foi a surpresa de todos quando ele decidiu também ir
para o seminário e se tornar um missionário como seu pai. Alguém lhe perguntou:
"Como você deseja ser um missionário mesmo tendo sofrido tanto pela falta
de seu pai?" A sua resposta foi contundente: "Se meu pai achou que
valia a pena abandonar a mim e minha mãe para fazer essa obra, ela deve ser
realmente importante; então, eu preciso me envolver nela também".
Se os apóstolos não tivessem
sido totalmente íntegros e corretos, se tivessem feito concessões, não teriam
tido sofrimento. Não há perseguição quando há concessões. Hoje, fazemos
concessões para ficarmos bem com todo mundo. Não queremos ser chamados de
desequilibrados, radicais ou extremistas e, por isso, fazemos concessões. Mas,
quando fazemos concessões, abrimos mão da consagração absoluta.
Toda pessoa consagrada é tida
como radical. Toda pessoa consagrada atrai resistências. A atitude da pessoa
consagrada confronta e incomoda. Um líder sem consagração é alguém que
apenas ocupa um cargo, mas não realiza a obra de Deus.
A completa consagração dos
apóstolos ao propósito de Deus foi o que lhes trouxe problemas. Teria sido
possível para eles amarem e servirem ao Senhor sem passar por nenhum
sofrimento? Sim, eles simplesmente não deveriam ter se consagrado tão
radicalmente. A que eles se consagraram? "Agora, me regozijo nos meus
sofrimentos por vós; e preencho o que resta das aflições de Cristo, na minha
carne, a favor do seu corpo, que é a igreja" (Cl 1.24). Paulo se
consagrava à Igreja, ao Corpo de Cristo. Observe que ele não disse sofrer
simplesmente por causa de Cristo, mas também por causa da Igreja, da obra de
Deus; ele sofria em favor do Corpo de Cristo.
Consagrar-se é devotar-se,
dedicar-se. A
devoção e dedicação de Paulo aos irmãos era tão grande que ele dizia sofrer dores
de parto até Cristo ser formado neles (Gl 4.19). O que precisamos hoje são
líderes consagrados à Casa de Deus e ao Seu propósito nesta geração. Precisamos
de líderes de célula com uma consagração absoluta. Se tivermos tais líderes,
essa geração será tocada pelo poder de Deus e edificaremos uma obra
prevalecente.
Somente
há edificação onde há consagração
Não conseguimos realizar
nenhuma obra consistente de edificação se a nossa consagração for
inconsistente. Quando nos consagramos totalmente, os irmãos nos reprovam. Eles
gostariam que fôssemos mais condescendentes no serviço da igreja, mais
moderados e menos radicais na visão de edificação.
Qual é a célula que cresce?
Aquela em que o líder se consagra a ela. Qual é a igreja que cresce? Aquela em
que o pastor se consagra a ela. A maioria nos apoiará se fizermos concessões em
nosso serviço, contudo, se formos totalmente íntegros e consagrados, os apoios
diminuirão e as resistências aumentarão. Se nos consagrarmos no mesmo nível dos
apóstolos vamos ter o mesmo tipo de perseguição e luta que eles tiveram. O
mundo é o mesmo, a nossa consagração é que não é mais a mesma. Qual é o seu
nível de consagração como líder de célula? Até que ponto vai a sua dedicação ao
propósito de Deus? Volto a repetir: consagração é diferente de santificação, A
santificação é subjetiva e está relacionada com a nossa vida moral, mas a
consagração está relacionada com a Casa de Deus. Quem se consagra o faz para
servir, trabalhar, se envolver. O que nos falta hoje é uma geração consagrada
ao propósito de Deus.
A CONSAGRAÇÃO À CASA DE DEUS
As pessoas vivem dizendo que
não devemos participar de tantas reuniões, antes devemos cuidar da nossa casa.
Todos já ouvimos aquela afirmação, que de tão repetida todos supõem ser
bíblica: "Em primeiro lugar Deus, depois a família, depois a profissão e
só depois a Igreja". Alguns mais piedosos colocam a igreja antes do
trabalho, mas quem ousaria se consagrar ao ponto de colocar Deus e Sua Casa em
primeiro lugar?
Ainda que tenha um tom de
consenso e uma aparência de sabedoria, esse princípio não está na Palavra de
Deus. Quem inventou essa seqüência não tinha um coração consagrado a Deus. Não
tinha encargo pelas coisas de Deus.
Sei que eles estão bem
intencionados. Afinal ninguém pode abandonar sua família. Mas precisamos
perguntar: "Qual casa é mais importante, a de Deus ou a nossa?" Isso
é uma questão de consagração. Sei que é extremo o que vou dizer, mas a maioria
dos líderes sacrifica a Casa de Deus em favor da sua, em vez de sacrificarem a
sua casa em favor da Casa de Deus.
Fico pensando nos
missionários que vieram para pregar aqui no Brasil. Eles vieram da Inglaterra
Estados Unidos e Escócia em um tempo em que esses países já eram desenvolvidos.
Esses homens tiveram de renunciar a muitas coisas para se embrenhar aqui no
meio do mato. Nem consigo imaginar homens assim pensando que não poderiam vir,
pois a obra missionária poderia destruir sua família e afinal a família era sua
prioridade. Esses homens eram completamente consagrados ao propósito de Deus. A
obra de Deus era prioridade completa para eles. Alguém pode replicar dizendo
que eles eram missionários e nós não. Mas isso apenas mostra que não estamos no
mesmo espírito de consagração que eles.
O famoso missionário inglês
Charles Studd foi enviado como missionário para a África e deixou sua esposa na
Inglaterra para levantar fundos. Eles se encontravam algumas vezes por ano por
causa da dificuldade de transporte daquela época. Um arranjo assim seria visto
hoje como completa loucura. Mas eram um casal radicalmente consagrado à obra do
Senhor.
Para alguns, o que estou
falando é uma completa heresia. A verdade é que muitos pastores possuem uma
família maravilhosa, no entanto, qual é o estado da igreja que eles dirigem? O
mesmo pode ser dito de um líder de célula. Ele pode possuir uma família
exemplar, mas e a célula dele?
Se nossa consagração for
total, até mesmo nossos filhos e esposas se levantarão para se opor contra nós.
Seus filhos o acusarão de amar mais a Igreja do que a eles, sua esposa o
acusará de se dedicar mais à Casa de Deus do que a ela. Quantos estão dispostos
a se consagrarem ao ponto de responderem essas acusações dizendo quem de fato é
o primeiro?
Alguns podem replicar que
são consagrados a Deus e não à Igreja. Mas como ser consagrado ao Cabeça e não
ser ao Corpo? Como dizer que o Senhor está separado da Sua Igreja se ensinamos
que aquele que se une ao Senhor torna-se um espírito com Ele? (I Co 6.17).
Foi para Saulo que o Senhor
perguntou: "Por que me persegues?". Saulo não estava perseguindo a
Jesus. Ele nem sabia quem era Jesus. Mas, ao perseguir a Igreja, ele estava na
verdade perseguindo o Senhor. Quando nos consagramos à Igreja, estamos nos
consagrando ao Senhor.
Não estou sugerindo que
devamos ser negligentes com a nossa família. Evidentemente precisamos fazer o
melhor para cuidar de nossa casa, mas precisamos também estar claros sobre o
nível de nossa consagração. Se cuidarmos adequadamente da Casa de Deus, a nossa
casa perderá em alguma medida e em algum momento. E se cuidarmos muito de nossa
casa, a Casa de Deus sofrerá. Um líder que não se consagra realmente à obra de
edificação de sua célula não fará uma obra prevalecente. Um líder de célula que
apenas dirige um culto em uma quarta feira não é realmente consagrado. A
consagração de um líder precisa ir muito além disso.
Alguém me disse que não
poderia se envolver na liderança da igreja porque nossa igreja é desequilibrada
e a prioridade dele era cuidar dos filhos. Tal pessoa não segue o caminho da
consagração. Ela pode ter uma vida pura e santa, mas certamente não é
consagrado ao Senhor, pois o padrão de Deus é: "Buscai, pois, em
primeiro lugar, o seu Reino e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão
acrescentadas" (Mt 6.33). Você precisa definir o que é o Reino de
Deus, pois o Senhor disse que devemos buscá-lo em primeiro lugar. Se o Reino
significa apenas entrar no quarto para orar e manter uma vida santa, então por
que o Senhor está edificando uma Igreja na Terra? Não há como negar que a
Igreja e o Reino hoje se misturam de uma forma que não temos como separá-los.
Antes de nos consagrarmos,
não temos muitos problemas com família, estudo e trabalho. Mas, uma vez que nos
consagramos, encontramos problemas. Antes éramos tidos como bons filhos, bons maridos,
mas a nossa dedicação e consagração à obra de Deus sempre nos trazem
aborrecimentos.
Mas isso é inevitável,
porque Jesus disse que "Se alguém vem a mim e não aborrece a seu pai, e
mãe, e mulher, e filhos, e irmãos, e irmãs e ainda a sua própria vida, não pode
ser meu discípulo, e qualquer que não tomar a sua cruz e vier após mim não pode
ser meu discípulo" (Lc 14.26,27).
A verdadeira consagração
implicará em renúncia e também em aborrecer e contrariar muitas pessoas
importantes para nós. Quantos estão contrariados pelo tempo que gastamos com a
igreja! Muitos nos acusam de termos esquecido a família e os parentes por causa
da igreja. Observe que eles ficam até felizes quando vivemos em santidade, até
elogiam nosso bom comportamento, mas, quando nos consagramos à obra, o inferno
inteiro se levanta. Isso acontece porque líderes consagrados são uma grande
ameaça contra o diabo. Líderes consagrados são uma arma poderosa nas mãos de
Deus. A Igreja do Senhor nada fará nesta geração a menos que muitos líderes se
levantem com um nível de consagração tal que se disponham a sofrer qualquer
coisa por amor à obra de Deus.
Precisamos urgentemente de
gente dedicada.
Um jardim capinado todos os dias certamente será lindo. O mesmo se aplica a uma
empresa, carreira e estudo. Muito mais ainda se aplica à Casa de Deus. Uma
célula cuidada todos os dias certamente será prevalecente.
O crescimento da Igreja é
fruto de consagração. Onde há crescimento é porque há pessoas dedicadas e
consagradas o suficiente para pagar o preço que for necessário.
Não estou dizendo que
devemos abandonar nossa família ou estudo. Estou dizendo que, quando houver um
conflito entre a nossa casa e a Casa de Deus, precisamos definir quem terá
prioridade. Nesse momento, teremos o retrato da nossa liderança. Só conhecemos
a consagração de alguém no dia do conflito entre a Casa de Deus e a sua casa.
Precisamos nos perguntar
continuamente: "quem tem a prioridade em nosso íntimo?". Qual é a
nossa ocupação principal? Consideramos a obra do Senhor em primeiro lugar ou em
segundo? Se queremos fazer uma obra comum, qualquer resposta serve, mas, se
quisermos fazer a diferença e edificar algo prevalecente, é preciso haver
consagração completa e radical.



1º. DIA – CONSAGRAÇÃO E EDIFICAÇÃO
Texto:
Ageu 1.1-10
INTRODUÇÃO
Se
desejamos edificar uma obra prevalecente com células que se multiplicam,
precisamos de líderes consagrados. Todos os nossos problemas, dificuldades e
sofrimentos relacionam-se com a consagração. Quanto mais sossego e conforto
desejamos, menos consagrados precisamos ser.
Os
transtornos e problemas resultam de nossa consagração. Se nos consagramos para
a obra de Deus, sofreremos pressões, angústias, deslealdades, dificuldades
financeiras e até perseguições. Se não queremos sofrimento, basta não nos
consagrarmos. Desastres naturais e calamidades são a porção de todos os homens,
mas aqueles que se consagram entram nas batalhas espirituais deliberadamente
com um espírito resoluto.
O mundo
gosta de crentes santos e agradáveis, mas odeia líderes consagrados. Se o mundo
não nos causa problemas hoje é porque não somos tão consagrados quanto
deveríamos. O mundo perseguiu os apóstolos e deveria nos perseguir também. O
mundo é o mesmo, nós é que temos sido menos consagrados.
santidade e consagração
A santidade
está relacionada com a nossa conduta, nossa vida moral e nossas escolhas, mas a
consagração está relacionada com a nossa dedicação a algo. Ser consagrado
significa ser dedicado exclusivamente. Nós podemos nos consagrar a Deus como
podemos nos consagrar a uma carreira profissional ou a um esporte ou arte.
Consagrar-se é o mesmo que dedicar-se.
A maioria
das pessoas se preocupa com santidade e isso é muito bom, mas essas mesmas
pessoas não se importam com a consagração. Na verdade, até reprovam quando
alguém é completamente consagrado à obra.
Pessoas
santas não incomodam o inferno, mas pessoas consagradas são um grande problema
para o diabo. Não estou dizendo que a santidade não seja importante, muito pelo
contrário; apenas quero mostrar que há muitos crentes que vivem uma vida santa,
mas que não representam uma ameaça ao inferno, pois vivem a santidade deles
fechados nos prédios das igrejas. O mundo até admira pessoas íntegras e santas,
mas persegue e mata os consagrados. Evidentemente, ter santidade é fundamental;
mas, sem consagração, a obra de Jesus não avança. A consagração resulta em
santidade, mas pessoas santas nem sempre são consagradas à obra de Deus.
Em nossa
vida, não podemos nos consagrar a muitas coisas. Precisamos definir claramente
a que consagraremos nossa vida. Quem se consagra a Deus não o faz de maneira
subjetiva, aquele que se consagra o faz à Casa de Deus, à obra de Deus. Somente
pessoas consagradas realizam algo significante para o Reino de Deus. Há pessoas
que fazem coisas, mas poucas são realmente consagradas. Na igreja, há pessoas
que querem ajudar, mas não há muitas realmente consagradas.
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SANTA CONVOCAÇÃO
NA
VIDA DE UM LÍDER DE CÉLULA
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