Comentário
O
mundo faz teste de inteligência, mas Deus faz teste de fé, de amor.
O mundo valoriza os ricos, mas Deus usa os pobres e
faz que Cristo seja a nossa riqueza. O mundo valoriza os heróis, os vencedores,
os campeões, mas Deus escolhe os últimos para fazer deles os primeiros pelo Seu
poder. O mundo valoriza os famosos, bonitos e poderosos; mas Deus somente usa aqueles que são
poderosos unicamente em Deus e que são ilustres desconhecidos.
Se você não mudar a sua forma de pensar e passar a
ver sob a ótica de Deus, você não terá como ser usado por Ele. E, se tentar
liderar na Casa de Deus, trará para cá conceitos do mundo contaminando a Sua
obra. Os conceitos do mundo procedem do ego. O inimigo usa o nosso ego como
aliado para produzir pressões espirituais ou mesmo para criar conceitos errados
em nossa mente, que, no final, podem nos levar a ser reprovados por Deus.
Deixe-me dar alguns exemplos. Um conceito mundano muito comum é: "Eu fui o
escolhido para ser líder, então devo ser melhor que os demais que não foram
escolhidos". Isso pode até ser verdade no mundo, mas não no Reino de Deus.
Aqui o pensamento é completamente oposto. Um líder espiritual conclui: "Há
tantos outros melhores que eu e ainda assim fui escolhido, preciso ser humilde
e grato por isso". Você consegue perceber como rejeitar o pensamento do
ego é fundamental?
Outro conceito muito
comum é: "Meu irmão foi disciplinado e eu não, então eu sou melhor que ele.
O outro líder de célula está passando por muita tribulação e eu não, então sou
mais abençoado que ele". O pensamento de líderes do Reino deveria ser:
"Não sou melhor que meu irmão; se ele está sendo disciplinado, é melhor eu
colocar a minha barba de molho".
Se não formos quebrados em nosso desejo de sermos
aceitos e aprovados pêlos homens, o nosso ego produzirá desencorajamento e
prostração em nossa liderança. Como isso acontece? Em vez de termos pressão e
encargo pela salvação das almas e a edificação dos irmãos, ficamos angustiados
pensando que, se não multiplicamos a célula, a nossa reputação como líder será
destruída. Se não tivermos um bom relatório para prestar, seremos
envergonhados. Assim, a nossa preocupação fica inteiramente em nós mesmos,
totalmente focada em nosso ego. Nesse ponto, os membros da célula se sentem
usados e ressentidos pela vaidade do líder. Líderes espirituais sabem que
grande parte das pressões que enfrentam é por causa do seu desejo de ser
reconhecido, visto, amado e honrado.
Todos nós sabemos que alguns pais disciplinam os
seus filhos muito mais pelo que os outros vão pensar ou dizer deles do que para
honestamente instruírem e livrarem seus filhos do erro. Muitos líderes estão
mais interessados no reconhecimento e benefícios que eles terão através da
célula do que na edificação dos irmãos. O resultado do controle do ego pode ser
trágico. Vejamos alguns sintomas de quando isso está acontecendo.
1. Você começa a se considerar
acima das regras e direções da igreja que se aplicam aos outros líderes de
maneira geral. Acha-se no direito de fazer como considera melhor na sua célula.
2. Você não conhece o preço pago,
mas afirma arrogantemente: "Se o líder fulano fez, eu posso fazer
também".
3. Você acha que não deve
explicações e nem desculpas aos irmãos da célula.
4. Pensa que não precisa
responder pêlos seus atos, nem prestar contas ao seu discipulador.
5. Arrogantemente, presume que se
algo der errado você não precisará reconhecer seu erro.
6. Acredita que a culpa pêlos
problemas ou fracassos da célula é sempre dos outros, porque se vê como alguém
muito mais capacitado que os demais. Alguém assim embriagado pelo ego vive no
engano completo. Mas basta um pouco de luz do Espírito e um tratamento de quebrantamento
para voltarmos de novo ao lugar de vitória. Não há como liderar uma célula sem
amar os irmãos, pensar no bem deles, ter cuidado por eles, e negar-se a si
próprio por causa deles, dando-lhes tudo o que você tem recebido pelo Espírito.
Se alguém não consegue negar-se a si mesmo em beneficio dos outros, lhe será
impossível conduzir alguém no caminho espiritual. Aprenda a dar aos outros o
que você tem, ainda que se sinta como se nada tivesse. Então o Senhor começará
a derramar-lhe a Sua bênção. Deus certamente tratará com o nosso ego.
O líder que Deus usa é aquele que não serve para o
mundo. Deus usa apenas vasos quebrados, mas para o mundo é uma vergonha ter
vasos remendados em uma sala. Todavia, Paulo diz que os vasos são de barro
para que a excelência do poder seja de Deus e não do homem. Nesse processo,
Deus destrói nossa reputação diante do mundo antes de nos usar. Em nosso
conceito natural, nós podemos pensar que, antes de usar um homem, Deus faz que
ele seja reconhecido. Mas quando vemos a história de homens de Deus, notamos
que o caminho é bem diferente. Antes de Deus exaltá-los, eles foram conduzidos
em um caminho de humilhação e quebrantamento. É interessante ver como Deus
destrói a glória do homem antes de poder usá-lo. O próprio Senhor Jesus foi
reputado como enganador do povo, amigo de pecadores, comilão e beberrão. Isso
gera liberdade porque alguém sem glória humana não tem nada a perder e nada a
defender. Para que dependamos exclusivamente dEle o Senhor nos leva ao fim de
nós mesmos e de nossas habilidades. Antes de usar-nos Deus faz questão de
remover aquilo em que confiamos. Deus desacredita nossos recursos naturais ao
ponto de podermos confiar unicamente nEle.
Do livro “21 DIAS NA VIDA DE UM LÍDER DE CÉLULA” de autoria
de Aluizio A. Silva (Pr.da Igreja Videira).
SANTA
CONVOCAÇÃO
NA VIDA DE
UM LÍDER DE CÉLULA
5º.DIA –
O HOMEM QUE DEUS USA
Nós estamos aqui para edificar
um Reino. Mas cada centímetro de espaço que
avançamos implica em uma demanda contra o reino das trevas. Não há territórios neutros; para que o Reino de Deus cresça, o outro reino precisa diminuir. Jesus disse que, nas coisas espirituais, não há meio termo: ou somos por Ele ou contra Ele, quem não ajunta certamente espalha, ou estamos ajudando a construir ou fazemos parte da equipe de demolição. Essa é a realidade das coisas do Espírito.
Nessa obra de conquista,
precisamos de líderes que sejam valentes de Deus. Mas a
valentia espiritual não é a mesma do mundo natural. A força de Deus se manifesta na fraqueza. A vida cristã é um
grande paradoxo.
Nós trabalhamos no descanso. Muitas vezes caminhamos mais quando ficamos parados. Só recebemos quando damos. Somos exaltados
quando nos humilhamos. Temos mais fome quando comemos. E, apesar de termos de
tomar a cruz, sabemos que o jugo de Cristo é leve e suave. Nosso Reino não é
desse mundo e as suas leis também não são desse mundo. Nós não lutamos segundo
as regras da vida natural. As nossas estratégias de guerra não são de acordo
com a mente do homem sem Deus. Nesse mesmo princípio, vemos que o homem que Deus usa é paradoxal e
incompreensível ao homem natural. É por isso que Jesus disse que aquele
que é nascido de Deus é como o vento, não se pode defini-lo pela a mente
natural (João 3.8). Paulo disse que o homem natural não entende as coisas do
espírito, por isso ele não é capaz de entender a nossa forma de viver.
1.O
HOMEM QUE DEUS USA É FRACO
“E,
para que não me ensoberbecesse com a grandeza das revelações, foi-me posto um
espinho na carne, mensageiro de Satanás, para me esbofetear, a fim de que não
me exalte. Por causa disto, três vezes pedi ao Senhor que o afastasse de mim.
Então, ele me disse: A minha graça te basta, porque o poder se aperfeiçoa na
fraqueza. De boa vontade, pois, mais me gloriarei nas fraquezas, para que sobre
mim repouse o poder de Cristo. Pelo que sinto prazer nas fraquezas, nas
injúrias, nas necessidades, nas perseguições, nas angústias, por amor de
Cristo. Porque, quando sou fraco, então, é que sou forte”. (2 Coríntios
12.7-10).
A Palavra de Deus é muito clara: o poder somente se
manifesta na fraqueza. Mas qual é a fraqueza que produz força? Seria a fraqueza
da carne? A fraqueza dos inconstantes e dos que constantemente caem no pecado?
Certamente que não, é antes um tipo de fraqueza que agrada a Deus. A aparente
fraqueza do pecado é na verdade muita força. É preciso muita força para guardar
um ressentimento, por exemplo. Já pensou quanta energia é necessária para se
guardar um ressentimento? A pessoa precisa se concentrar para ficar lembrando o
agravo e a ofensa. Depois, ela precisa de uma grande força de vontade para
manter vivo o desejo de vingança e o sentimento de amargura.
Somente alguém muito forte é capaz de levar o peso
da amargura e do ressentimento por muito tempo. E, no entanto, elas são
chamadas de pessoas fracas. Mas quem é realmente fraco? É aquele que não
suporta a angústia de saber que está ressentido e separado de alguém. É aquele
que rapidamente se rende a Deus e procura se reconciliar com o irmão.
Qualquer pessoa reconhece que é preciso força para
conviver com o pecado. Andar com um sentimento de culpa exige uma grande
quantidade de energia. É preciso ser muito forte para aguentar a depressão
resultante, o mau humor, a irritação e o peso na alma. Quantas pessoas convivem
com a culpa por anos a fio e nada fazem para resolver. Será que elas são
fracas? Antes são incrivelmente fortes. O fraco é aquele que rapidamente
confessa o seu pecado e busca refúgio na presença de Deus por meio do sangue de
Jesus. Quem é assim fraco não tolera aquela sensação de que a comunhão com Deus
foi quebrada, ele não consegue viver sem sentir a presença de Deus. Esse é o
fraco que é forte.
Outra expressão de uma força extraordinária é a
disposição de trabalhar para Deus sem unção. Quantos de nós mantemos um
trabalho aparentemente espiritual por anos a fio exclusivamente na força do
nosso braço, sem depender do poder de Deus. A cada dia a angústia daquele
trabalho nos consome, mas continuamos mesmo assim. Não vemos nenhum fruto, mas
pensamos que seria fraqueza admitir que haja algo errado em nossa obra. Essas
pessoas são tão fortes que jamais admitiriam serem incapazes de fazer a obra de
Deus. E, no entanto, somente quando houver essa rendição, poderão receber de
fato a força de Deus pelo Espírito.
É triste ver alguns tentando fazer a obra de Deus
como quem empurra um carro ladeira acima, enquanto o tanque poderia estar cheio
do combustível celestial e o carro andando sem esforço. Renda-se hoje! Chega de
ser forte na alma, na carne, no braço.
Toda a
assim chamada "fraqueza da carne" exige uma grande dose de energia e
só os fortes a possuem. Por isso precisamos ser fracos e frágeis diante de
Deus. Quanto mais rápido chegarmos ao fundo do poço da nossa alma e do nosso
esforço próprio, mais rápido gritaremos por socorro e veremos o poder de Deus.
O fundo do poço pode parecer estar perto do inferno, mas, se clamarmos a Deus,
ele pode ser o começo do céu. Isso porque, ali, a única opção que nos resta é
olhar para cima.
Você que é líder precisa chegar ao ponto de se
render ao Senhor e dizer: "Não consigo. Por mim mesmo essa obra não pode
ser feita". Para alguns dizer isso é um ato de incredulidade, mas só
podemos ter fé nEle depois que perdemos a fé em nós mesmos. Enquanto confiamos
em nós, não precisamos confiar nEle. A verdadeira rendição, porém, não é
assumir que não consegue, dar de ombros e simplesmente dizer que não fará. A
verdadeira rendição do líder é assumir que não pode e, então, buscar o poder
para que a obra seja feita. Não é desistir de fazer. É desistir de fazer por si
mesmo.
Se não temos poder, é porque não temos sido
suficientemente fracos. O problema é que há força demais em nós.
Quando nos reconhecemos fracos, nossa primeira
reação é buscar mais, orar mais, simplesmente porque dependemos da força dEle.
Na verdade, os fracos clamam rapidamente por socorro. Só os fracos são
dependentes. Só os fracos provam do poder de Deus. Deus não usa a força humana
para edificar Sua obra. A verdadeira obra de Deus é aquela que é feita na força
dEle.
2.O
HOMEM QUE DEUS USA É POBRE
Jesus disse: "Bem
aventurados os pobres de espírito, porque deles é o Reino dos céus" (Mateus
5.3 — ARC).
Além do fraco, Deus somente usa o pobre. Mas, assim
como a fraqueza que agrada a Deus não é a fraqueza da carne e do pecado; a
pobreza que agrada a Deus não é necessariamente a do dinheiro, mas aquela
atitude de reconhecer que nada possui de si mesmo. Para Deus, ser pobre ou rico
são dois tipos de atitudes diante dEle. Assim, é possível alguém ser pobre, mas
ter a atitude arrogante de um rico e também é possível ainda que muito raro um
rico ter a simplicidade de um pobre diante de Deus.
Mesmo não se tratando de pobreza financeira
propriamente dita, podemos analisar certas atitudes de um homem pobre e
encontrar aquelas virtudes de alguém que é pobre de espírito.
Antes de tudo, o pobre é consciente de sua carência
e necessidade. Por não ter a quem recorrer, ele clama a Deus rapidamente.
Quando, porém, temos a atitude de rico, não dependemos de Deus e nos julgamos
abastados como a igreja de Laodicéia. Deus rejeitou aquela igreja porque ela se
julgou rica quando na verdade era pobre. "Pois
dizes: Estou rico e abastado e não preciso de coisa alguma, e nem sabes que tu
és infeliz, sim, miserável, pobre..." (Ap 3.17). Consegue ver aquí o
paradoxo? Quem se julga rico não possuí coisa alguma na verdade.
A segunda característica
mais marcante do pobre é que ele reconhece sua dependência dos outros. O pobre
nunca é individualista. Já observou como pobres sempre moram perto da
família e de parentes? Fazem assim porque sabem que não podem sobreviver
sozinhos. Como podemos ser uma igreja viva com células prevalecentes se
presumimos que podemos sobreviver espiritualmente sozinhos? Somos pobres de
espírito quando reconhecemos que precisamos dos irmãos e rejeitamos nosso
individualismo.
Mas, quanto mais a pessoa adquire uma atitude de
rico, mais ela se isola, vive sozinha porque presume não precisar de ninguém.
Você consegue perceber o tipo de líder que Deus usa? É aquele que por ser pobre de espírito reconhece que não pode caminhar
sozinho.
Os
pobres não depositam a sua confiança em coisas, mas em pessoas. Pobres não têm
coisas para se apoiar, por isso eles se apoiam em pessoas. As amizades e os
relacionamentos são os únicos bens que eles possuem, até porque são os únicos a
quem podem recorrer no dia da aflição. Mas ricos valorizam coisas; as pessoas,
para eles, são coisas também. Se quer ser um líder usado por Deus, seja pobre
de espírito e reconheça que os irmãos da sua célula são o seu verdadeiro patrimônio.
O pobre não tem um senso exagerado de importância própria. Ele não se vê como
alguém importante e digno de nota. Não tem grandes expectativas, por isso se
alegra com pequenas deferências e se sente importante até por causa de um
simples aperto de mão. Para ele, tudo é um privilégio; mas, para o rico, tudo é
merecimento sempre exigindo uma atenção especial. Daí você já percebe qual
atitude agrada a Deus. O pobre consegue esperar e exercer paciência. Na
verdade, essa talvez seja a sua maior característica. Um pobre consegue ficar
horas na fila para ser atendido pelo médico. Esse treinamento faz que ele seja
paciente. Mas, quanto mais rico ficamos, mais importante nos sentimos e mais
rápido queremos todas as coisas. Aquele que é pobre de espírito sabe esperar em
Deus, mas também sabe esperar aquele irmão mudar e aquele outro crescer.
Mas o líder que não é pobre de espírito é
imediatista e exige que tudo aconteça rapidamente.
Para mim, no entanto, a melhor definição é que o pobre é aquele que tem pouco ou nada
a perder. Enquanto você julga ser ou ter alguma coisa, ainda não sabe o
que é ser humilde e pobre de espírito. Somente os pobres de espírito desfrutam
das coisas do Reino dos céus. Muitos não lideram porque têm coisas a perder.
Não há como ser um líder espiritual sem ter perdas,
mas, quando se é pobre de espírito, fica-se muito mais simples porque temos
pouco ou nada a perder. Para ser esse líder bem sucedido, você precisa
abandonar a atitude do rico que é independente, individualista, que não precisa
de nada e nem de ninguém, que se acha importante e tem coisas perder. O Senhor
resolveu subverter completamente a nossa lógica humana caída, pois Ele
determinou que o Reino é concedido ao pobre e não ao rico; ao fraco, não ao
poderoso; aos pequeninos, não aos heróis que pensam poder alcançá-lo pela
própria bravura; não ao fariseu que se acha santo e merecedor, mas aos
pecadores, que batem no peito e clamam pela misericórdia de Deus.
Quando digo para você que Deus somente usa aquele
que é pobre não quero que você pense ser da vontade de Deus que vivamos na
pobreza. Não há virtude na pobreza, na necessidade, na fome e na carência. Deus
certamente tem para nós suprimento e prosperidade, nunca permita, porém, que
seu coração perca aquela humildade própria daqueles que não possuem outro
recurso senão clamar a Deus.
3.O
HOMEM QUE DEUS USA É AQUELE QUE NÃO SERVE PARA O MUNDO
“Irmãos,
reparai, pois, na vossa vocação; visto que não foram chamados muitos sábios
segundo a carne, nem muitos poderosos, nem muitos de nobre nascimento; pelo
contrário, Deus escolheu as coisas loucas do mundo para envergonhar os sábios e
escolheu as coisas fracas do mundo para envergonhar as fortes; e Deus escolheu
as coisas humildes do mundo, e as desprezadas, e aquelas que não são, para
reduzir a nada as que são; a fim de que ninguém se vanglorie na presença de
Deus”. (I Coríntios 1.26-29).
Deus não pode usar aqueles que julgam ser alguma
coisa porque Ele deseja que Cristo seja tudo em todos. Gosto da frase em que
Paulo diz que Deus escolheu aqueles que não são.
Tenho certeza que ele tinha em mente aqui o nome de
Deus revelado a Moisés lá no monte Sinai. Ali, Deus disse que Ele é o "Eu
Sou". Assim Deus escolhe os que "não são" para que Ele seja o
único "Eu Sou".
Nós
somos apenas instrumentos nas mãos de Deus. Quando você chega diante de uma
grande obra de arte, você não se lembra do pincel usado pelo pintor, nem tece
grandes elogios ao cinzel usado pelo escultor.
Como eu disse no começo, os valores do Reino dos
céus são o oposto do pensamento desse mundo. O mundo valoriza o vaso inteiro; mas o homem de Deus é o vaso quebrado, o
caco. Aquilo que é desprezível para o mundo é que se torna aceitável
diante de Deus. Vasos quebrados não servem para nada a não ser para realçar o
tesouro que Deus colocou lá dentro.
O mundo valoriza os fortes, mas Deus usa os
fracos para que Cristo seja a nossa força. O mundo valoriza os gênios e os